Pense como os Deuses

“Crie como um deus, comande como um rei, trabalhe como um escravo”. Esse pensamento é de Constantin Brancusi, o escultor romeno de vanguarda falecido nos anos 1950, e é assim que Guy Kawasaki, expert em inovação e empreendedorismo, abre seu livro Regras para revolucionários. O especialista cita Brancusi, como pioneiro da escultura abstrata capaz de expressar sinteticamente o espírito criador e realizador e que captou a atenção do havaiano Kawasaki, hoje CEO do Garage.com, que desenvolveu a ideia do artista em um manifesto aos capitalistas. Seu objetivo? Que o mundo se torne um lugar melhor. “Que você tenha criatividade, coragem e consciência para mudar o mundo para o bem de nossas crianças. E que você viva tempos revolucionários, não apenas interessantes”, diz ao leitor.

Como alguém pode criar como um deus?

Para começar, pensando diferente dos mortais. É assim que se quebram as regras. Jay Stein mudou as regras do setor de parques de diversão, cujo tom era ditado pela Disney por 30 anos, ao subverter a ordem na própria MCA Recreation, quando o Universal Studios Florida foi criado. Stein decidiu que as atrações não seriam leves e politicamente corretas como na Disney. No Universal Studios, há sangue, vísceras, chamas e explosões, conforme o filme que é vivenciado. “Todos os dias há clientes que reclamam que as bolas de fogo são muito quentes. E todos os dias milhares de pessoas retornam”, comenta Kawasaki, que acrescenta que a Disney é prisioneira de seu formato “divertido-porém-seguro” e, portanto, não pode fazer nada diretamente contra a Universal. Um capitalista começa uma revolução quando lança produtos revolucionários como fez Stein e, para isso, é provável que seu pensamento tenha de passar por três estágios: purgação, provocação e precipitação.

Purgando

A Purgação é a etapa em que nos desapegamos de velhos preconceitos, procedimentos e pressuposições que atrapalham e restringem nosso pensamento. Para conceber o trem bala, os japoneses precisaram se desprender da ideia do velho trem. Só assim nasceu um veículo que contém um motor em cada vagão, e cujos motores, somados, são mais potentes do que um único grande motor que se situasse na locomotiva. Nesse estágio, em vez de se aferrar a estabilidade e segurança, deve-se instaurar o desafio ao status quo. De que maneira? Questionando as ideias que nos prendem e descartando-as. É o caso das declarações restritivas do tipo “Não podemos colaborar com nosso concorrente” ou “Vendemos somente por meio de distribuidores”.

Provocando

 O segundo estágio do pensamento que revoluciona é o da provocação, que pressupõe atacar os desafios e considerar novas. Estes são os conselhos de Kawasaki:

1. Descubra o que irrita as pessoas, o que as frustra. No caso de uma livraria convencional, pode ser esperar dias por um livro que não existe em estoque, problema que a Amazon resolveu.

2. Separe a forma da função. Por exemplo, a forma tradicional de um tratamento médico é o encontro cara a cara entre o doutor e o paciente, mas sua função é observar e diagnosticar. Mas já é possível promover o encontro entre médico e paciente mediado pela tecnologia.

3. Comece pelo objetivo e vá de trás para frente. Por exemplo, pense nos fatores que fazem as margens diminuir, como descontos para lojistas, embalagem ou aluguel. A Star Games se livrou de tudo disso. Seus jogos eletrônicos são baixados pela internet e, portanto, não há varejo convencional nem embalagem. Como os colaboradores trabalham em casa, o aluguel é menor.

4. Divida o problema em pequenas partes. Uma revolução é um “problemão”. Então, dê tratamento aos aspectos críticos que ainda não foram resolvidos. Os irmãos Wright, a quem os norte-americanos atribuem a invenção do avião, sabiam que construir asas e gerar potência eram problemas já resolvidos por outros inventores. Então, a dupla não quis perder tempo com isso. Eles se concentraram em conquistar equilíbrio e controle. Não bastava saber que era preciso coincidir o centro de gravidade com o centro de pressão, pois este muda constantemente quando o avião está em movimento. A solução dos Wright foi praticar durante horas até conquistarem a habilidade para pilotar seu avião.

5. Copie a natureza. Como se faz na biomimética, o segredo aqui é observar as soluções que já existem na natureza. Ioannis Miaoulis, reitor da faculdade de engenharia Tuft, estudou o design das asas de uma borboleta e descobriu que sua superfície desigual a faz absorver o calor por igual. Temos aí, então, uma inspiração para a indústria de semicondutores, na qual os picos de calor são um problema, porque danifica chips.

6. Trabalhe nas bordas. “A ação não reside no centro ou nas áreas de mesmice”, diz Kawasaki. “O que realmente importa acontece nas bordas, onde uma superfície encontra a outra”. As bordas podem ser encontradas na interação entre pessoa e máquina, como faz um Macintosh, ou entre pessoas, ou entre empresas e pessoas ou entre empresas. Precipitando Quando pensamos de um jeito diferente, algo sólido de repente precipita, como numa experiência de laboratório de química. É o resultado das duas primeiras etapas. Alguns de nós também somos sortudos, Kawasaki reconhece. Nesse caso, podemos pular etapas no amadurecimento da revolução. 

 Referências: KAWASAKY, GUY. Rules for revolutionaries: the capitalist manifesto for creating and marketing new products and services. Nova York: Harper Colins, 1999. LABARRE, POLLY. “Capitalists of the world, innovate!”. Fast Company, jan. 1999. Disponível online em: . Acesso em 8 jun. 2011. Por Alexandra Delfino de Sousa, administradora de empresas e diretora da Palavra-Mestra.

Editado e postado por Mario Filho. Gerente de Manutenção, Professor e Palestrante.

Frasco de Maionese e o Café

Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia não são suficientes…

Lembre-se do frasco de maionese e do café.

Um professor, durante a sua aula de filosofia, sem dizer uma palavra, pega um frasco de maionese e esvazia-o…

Tirou a maionese e o encheu com bolas de golf.

A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.

Então o professor pega uma caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. 

As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.

O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.

Então…o professor pegou outra caixa…uma caixa cheia de areia e a esvaziou para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. 

Nesta ocasião os estudantes responderam um unânime “Sim !”.

Em seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. 

Os estudantes nesta ocasião começaram a rir…

 Repararam que o professor estava sério e este, em seguida, lhes disse:

 ‘QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA

A VIDA’.

As bolas de golf são as coisas Importantes:

como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE.

São coisas, que mesmo que se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.

As pedrinhas são as outras coisas

que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.

A areia é tudo o demais,

as pequenas coisas.

‘Se puséssemos  1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf. 

O mesmo acontece com a vida’.

Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.

Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade.

Brinque ensinando  os seus filhos,

Arranje tempo para ir ao medico,

Namore e vá com a sua/seu namorado(a)/marido/mulher jantar fora,

Dedique algumas horas para uma boa conversa com seus amigos

Pratique o seu esporte ou hobbie favorito.

 Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro… 

Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida.

Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia…

Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.

O professor sorriu e disse:

“…o café é só para vos demonstrar que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com aqueles que são importantes na nossa vida. “

Abraço a todos.

O ensino à distância no Brasil

O Ensino à Distância no Brasil.

 Onde estamos e onde queremos chegar.[1]

  

RESUMO

 A modalidade de ensino a distância está cada vez mais próxima do cotidiano das pessoas. Podemos perceber significativamente a evolução desta modalidade e o impacto que ela nos traz nos dias atuais. Empresas e diversas instituições estão adotando o ensino a distância como forma de manter a atualização em um mundo global e competitivo onde a absorção de novos conhecimentos é questão de sobrevivência destas organizações. Mas de nada vale existindo uma nova/velha forma de passar o conhecimento sem que existam ouvintes que realmente queira apostar neste modelo. O EAD é uma metodologia de ensino que veio para ficar e massificar na sociedade do conhecimento através da capacidade de acessibilidade por todos os participantes..

 Palavras-chave: EAD, conhecimento, ensino.

 1 INTRODUÇÃO

 A modalidade de ensino EAD surgiu a muito tempo atrás principalmente nos primórdios da humanidade quando era necessário transmitir alguma informação ou conhecimento para uma sociedade sem cultura, este metodologia foi praticada por diversas vezes.

Trazendo para os dias atuais, o EAD está basicamente embasado em um ambiente virtual chamado internet. A internet trás consigo uma diversidade de facilidades que sozinhas não farão com que o ensino em EAD seja realmente um objeto de ensino eficaz. Este ambiente virtual precisa ser estruturado para trazer reais condições de aprendizado e qualificação aos discentes.

Este artigo visa demonstrar um pouco do que significa a modalidade de ensino a distância dentro da realidade brasileira e sua inserção dentro das organizações de ensino bem como traçar um paralelo com o perfil dos estudantes que estão iniciando a jornada virtual de aprendizado.

 2 REALIDADE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

 Estamos vivendo em uma época que quanto mais instituições de ensino forem criadas, cria-se a esperança de termos no futuro um país mais culto e culminando para uma redução da violência e corrupção que estão a cada dia tomando conta de todo o país. Esta tratativa de buscar soluções na educação desta maneira, somente criará uma sensação falsa de valorização do capital intelectual do brasileiro.

 A política implementada pelos governantes atuais fomentam a produção do ensino e esquecem a qualidade da educação. Como implementar uma modalidade de ensino a distância se as necessidades básicas dos alunos não e não serão atendidas tão cedo?

 A considerar, o aumento da violência dentro das instituições mitiga qualquer energia para implementar um novo modelo de ensino. Muitas vezes esta violência tem sua causa raiz baseada na falta de condições sociais de convivência nas periferias das cidades. Não atender as necessidades básicas dos indivíduos prevalece a mediocridade de ações que não levam a lugar algum. Acreditasse que o não atendimento das necessidades como alimentação e segurança não seria possível acreditar que um indivíduo estaria preparado para o ensino.

 Outro ponto é o método de avaliação das instituições de ensino que arriscam ainda a utilizar provas para finalizar determinado tema e ao mesmo tempo cria o aluno decoreba, que somente estuda para a prova e não aproveita nada para sua vida. Este tipo de consideração precisa ser feito, pois estamos vivendo uma era virtual de inserção tecnológica e de nada interessa investirmos em novas tecnologias se os métodos de ensino continuam como eram feitos no século passado.

 3 COMUNIDADES VIRTUAIS

 Falar de EAD e não mencionar o ambiente ao qual está inserido seria impossível situar o leitor neste novo modelo de ensino. As comunidades virtuais estão se formando a cada dia que passa com objetivo de agregar maiores usuários possíveis e compartilhar com a facilidade e a conexão com o mundo exterior.

 Portanto Castells (1999) caracterizou que no século XXI a sociedade estaria vivendo a era da comunicação e também pela mudança na forma de comunicar. A velocidade e as redes de comunicação estão transformando as sociedades de forma inexplicável de forma a atingir locais até então impossíveis para os métodos tradicionais de comunicação. Para Castells (1999) neste mesmo contexto os indivíduos se reúnem para socializar estas informações formando as comunidades virtuais.

 No entanto a formação destas redes virtuais passa diretamente pela formação e valorização do ensino a distância nos dias atuais.

 3.1 O desenvolvimento dos ambientes virtuais

 O avanço da velocidade da informação e a necessidade da utilização destas novas tecnologias é muito mais complexo do que parece. Deve existir uma discussão sobre a utilização das tecnologias e a comunicação no ambiente educacional necessitando direcionar seu foco na questão pedagógica. Antes de definir qual o melhor equipamento ou software a ser utilizado, deve-se saber qual o processo educativo que será inserido no contexto educacional.

As novas oportunidades de educar Kenski (2008) afirma que existe um redimensionamento do ambiente presencial para o ambiente virtual, onde o primeiro está relacionado nas ações entre alunos e professores no mesmo espaço físico. No segundo momento onde o aluno interage com o professor de modo virtual possibilita um deslocamento para outros locais de aprendizagem. Isto significa que o ambiente EAD possibilita uma infinidade de atividades modificando a dinâmica de aula tradicional. Com todas estas modificações Kenski (2008) descreve que a rotina escolar sofre diversas modificações, onde os professores necessitam uma reorientação na sua carga horária de trabalho para pesquisar as melhores formas interativas desenvolvendo um plano de aula dinâmico e atrativo para os educandos.

Um software que está sendo muito utilizado é o Moddle (Modular Objet Oriented Distance LEarning),  segundo o site Moodle[2] é um programa destinado a auxiliar educadores possibilitando desenvolver cursos online de qualidade. Tais sistemas de educação via Internet são algumas vezes também chamados de Sistemas de Gerenciamento de Aprendizagem (SGA) ou Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA). Ainda é descrito que O Moodle é baseado em uma sólida fundação do construcionismo social (comunidade forte, experiências compartilhadas, construindo coisas juntos para outras pessoas verem e usarem) e cresceu a partir da pesquisa de pós-graduação de Martin Dougiamas, seu fundador. Outras empresas são guiadas pelo lucro, focalizando no mercado ditado pelo que os administradores das escolas pensam que precisam, ao invés do que realmente é melhor.

 4 COMPETÊNCIAS PARA UM ENSINO A DISTÂNCIA

 Como foi visto anteriormente, o EAD veio para ficar baseado nas relações virtuais existentes entre as comunidades mundiais e hoje cada vez mais evidenciado pela acessibilidade à internet e outras mídias informativas. Mas para a efetividade em questão e que o EAD se perpetue, não basta apenas ter a tecnologia como forma de ingressar neste modelo. Nada substituirá o papel do mestre no processo de educação frente a esta nova tecnologia. Os educadores deverão se adaptar a este novo modelo sem outra chance ou estarão fora do mercado do ensino virtual. Os educando também estarão passando por forte mudança a desencadear uma nova competência estudantil. A auto-disciplina neste ambiente virtual que se modifica muito se comparado com o ensino tradicional presencial.

 Portanto baseado no previsto no decreto lei nº 5.622 de 19 de dezembro de 2005 que caracteriza o ensino a distância:

Art. 1o  Para os fins deste Decreto, caracteriza-se a educação a distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.[3]

 4.1 A competência do docente na educação à distância

O docente que encara a missão de ensinar através deverá saber que uma mudança muito significativa no modelo e critérios até então utilizados no modelo presencial precisa ser abandonado ou pelo menos remodelados.

 Para Kenski (2008) o professor que quer iniciar sua carreira em EAD precisa estar em constante alerta permanente de aprendizagem além de buscar uma reflexão em relação à matéria que será dada. Uma das formas desta atualização é buscar a distância fazendo com que esteja próximo ao modelo de ensino que estará se capacitando.

A atuação de qualidade do professor brasileiro “em um mundo de rede” vai depender de toda uma reorganização estrutural do sistema educacional, da valorização profissional da carreira docente e da melhoria significativa de sua formação, adaptando-o às novas exigências sociais e lhe oferecendo condições permanentes aperfeiçoamento e atualização. (KENSKI, 2008 p. 88)

Em um mundo de mudanças rápidas o professor precisa auxiliar seus alunos a buscar respostas cada vez mais velozes em um mundo cada vez mais dinâmico. Auxiliar para resolver situações complexas e inesperadas veiculadas pelas mídias existentes bem como respeitando as diferenças existentes entre seus alunos.

 Em um mundo virtual onde o ensino sem fronteiras é a base de tudo, os professores precisam ter acesso ao idioma estrangeiro tendo em mãos o passaporte para o mundo virtual de ensino. Estar atualizado nas diversas culturas exige muito esforço e dedicação.

 O docente estando em um mundo em rede, deve ser um eterno pesquisador e que buscar fazer diferente a cada dia, reinventando a forma de ensinar, trazendo novos desafios a seus discentes e transformando o ambiente educacional em um ambiente de trabalho em equipe e cooperação afirma Kenski. (2008)

 No quadro a seguir, podemos observar as competências técnicas e comportamentais de um professor à distância:

Competências Técnicas Competências Comportamentais
Conhecimento do conteúdoConhecimento da tecnologia

Habilidade de comunicação oral

Habilidade de uso da tecnologia

Domínio pedagógico

Conhecimento da modalidade à distância

Pragmatismo (vínculo teoria e prática)

Organização

Capacidade de síntese

Conhecimento das melhores fontes de pesquisa

Construção da aula (da aprendizagem)

Ser acessívelMotivador

Saber ouvir

Identificar as necessidades dos alunos

Pro atividade

Construir relacionamentos

Instigar a pesquisa

Posicionamento aberto para a discussão

Identificar a capacidade de auto-aprendizagem do aluno

Identificar a prontidão do aluno para a tecnologia

Aproveitar a competência do aluno na construção do cenário de aprendizagem

Disponibilidade para a mudança

Quadro 1: Competências requeridas no contato com o aluno à distância

Fonte: Artigo Competências em EAD: Análise da realidade de um curso de administração a distância pelo olhar dos alunos, Kelly Cristina Benetti Tonani Tosta, Fernando José Spanhol, Pedro Antônio de Melo, Marcos Dalmau, Andressa Pacheco. (2009)

4.2 A competência do discente na educação à distância

O aluno em um processo de educação a distância precisa estar ciente de que esta modalidade de ensino é muito mais exigente que o modelo presencial tradicional. O aluno em EAD precisa ter a capacidade cognitiva e perceptiva com objetivo de estar focado por longo tempo aos estudos.

 O aluno EAD precisa ser autônomo e maduro para encarar o desafio de aprender de forma virtual. Ter uma capacidade de aprendizado e ser autodidata e ter como apoiador professores motivados e que transmitem esta motivação ao aluno. Buscar uma ferramenta de aprendizado adequado as suas necessidades deve ser um fator importante para o sucesso do aluno à distância e isso não pode ser descartado em momento algum.

 Estudar sem a presença de um professor deve ser levado em consideração quando o aluno escolher por esta modalidade de ensino. E isso demandará uma disciplina tamanha que faça com que o aprendizado se consolide como se fosse à forma presencial, mas em contra partida poderá decidir quando executar suas atividades bem como o local desejado. Saber que não terá a relação direta com colegas e que isso requer uma determinada capacidade individual de aprendizado.

 5 O BRASIL E O ENSINO À DISTÂNCIA

 O país vive um processo de transição em relação ao EAD.  Algumas instituições estão transformando suas formas presenciais em virtuais e isso não é chamado de ensino à distância.  Continuam aplicando provas, formulários e outras rotinas presenciais de forma virtual trazendo um falso sentimento de mudança na ordem do ensino à distância.

 No país existem diversas instituições que fornecem esta modalidade de ensino, porém é preciso verificar se realmente este ensino é de qualidade ou é mais uma forma de ganhar dinheiro não se preocupando com a qualidade do ensino.

 Diversos são os fatores que influenciam negativamente  no processo de massificação do EAD no Brasil. Dentre eles podemos citar:

  • O modelo de gestão do ensino a distância é administrado por pessoas que não conhecem a ferramenta;
  • Falta de procura por parte dos estudantes por não conhecerem o ensino à distância e consequentemente não confiarem na metodologia;
  • Professores que não acreditam no ensino à distância e que não procuram conhecer melhor a ferramenta;
  • Consequente falta de educadores para esta modalidade de ensino.

 6 CONCLUSÃO

             Falar sobre ensino à distância em um país com uma desigualdade social e cultura tão grande, pode ser muitas vezes doloroso. Estar vivendo em um país que não valoriza a educação de forma real e que se utiliza de políticas para incentivar a educação faz com que tenhamos em mente aonde estamos e aonde queremos chegar no que diz respeito a educação e principalmente como objeto dissertativo deste artigo, a educação à distância.

 Mas precisamos buscar o crescimento da educação de base como forma de transformarmos o país do futuro. Não usar as políticas educacionais como forma de elegermos nossos governantes, mas como forma real de desenvolvimento dos cidadãos brasileiros. Este cidadão que hoje sobrevivem à margem da sociedade e que lutam por novas oportunidades profissionais. Tudo isso passa pela educação de qualidade e principalmente pelo acesso a ela.

 O EAD é uma maneira real de acesso ao ensino, porém é necessário um aprimoramento do conceito à distância que ainda não é claro nas instituições de ensino e em outras organizações que utilizam este método como forma de disseminar o conhecimento. Os professores precisam estar muito mais preparados em relação a esta modalidade. Precisam se desapegar em relação ao ensino tradicional. Estar abertos para novos conhecimento e buscar aprender todos os dias se tornando pesquisadores sobre os assuntos que irão abordar. Já os alunos, não podem crer que o modelo em EAD é mais fácil porque não necessita estar em sala de aula. Precisam sim, estar atentos pois a aquisição de conhecimentos depende de si e não somente de um professore que em sala de aula, passa os conteúdos de maneira mais próxima e com processos avaliativos formais. Falando em processos avaliativos, o aluno EAD deve saber que não existe uma avaliação formal como no ensino presencial. A avaliação é diária a cada nova tarefa entregue. O principal do processo de avaliação não é em si a aprovação em relação a determinado assunto e sim a construção do conhecimento feito pelo aluno à distância. Isso é que realmente estará construindo as bases tecnológicas e a construção do conhecimento propriamente dito.

 Por fim, os alunos, professores e instituições de ensino precisam estar engajados na construção deste novo modelo de educação que veio para ficar e que não é a chave para a transformação do país e sim o início de uma nova era. A era digital e virtual da informação que não fará nenhuma transformação se os usuários continuarem praticando velhos conceitos educacionais. Depende somente de nós em querer mudar este país através da educação.

 7 REFERÊNCIAS

 KENSKI, Vani Moreira. Tecnologia e Ensino Presencial e a distância. Campinas – SP, 2008.

 

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5622.htm acesso 01/11/09

CASTELLS, Manuel.  A Sociedade em Rede.  A Era da Informação: economia, sociedade e cultura, v.1.  São Paulo: Paz e Terra, 1999

TOSTA, Kelly Cristina Benetti Tonani, SPANHOL, Fernando José, MELO, Pedro Antônio de, DALMAU, Marcos, PACHECO, Andressa, Competências em EAD: Análise da realidade de um curso de administração à distância pelo olhar dos alunos. Artigo. Florianópolis – SC, 2009

 http://moodle.org  Acesso em: 19 out. 2009.

 



[1]  Este tema foi estudado na disciplina de Competências Docentes para EAD dentro do curso de especialização em docência para o ensino técnico e tecnológico pela fundação Saint Pastous – SEG – Turma 4.

[2] Moodle: Disponível em: < http://moodle.org/login/index.php> Acesso em: 19 out. 2009.

[3] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5622.htm acesso 01/11/09

Mario Filho – Bacharel em Administração de Empresas e pós graduado em Engenharia de Manutenção pela PUCRS.

Carine de Oliveira – Bacharel em Ciências Contábeis, MBA em Finanças e Mestranda em Ciências Contábeis pela Unisinos.

Firmeza

A firmeza é um excelente método de comando quando é uma maneira de ser habitual, mas pouco eficaz quando procede por lances inconsiderados. O chefe tem o direito de ser exigente, mas evite os acessos bruscos de cólera, mantenha a firmeza na serenidade.

O chefe deve merecer a reputação de alguém que sabe o que quer, querendo-o até ao fim – o que não impede de, ao mesmo tempo, ser capaz de ouvir um parecer justificado de seus subordinados e de corrigir os erros das suas decisões ou das suas directrizes.

Não há nada tão prejudicial como a fraqueza e a lassidão, e nada mais humano do que a firmeza. Os regimes de pusilanimidade são os que ficam mais caros ao mundo e, decididamente, são aqueles que podem acabar e que realmente acabam em atrocidade. Não gosto que esteja no poder um homem bondoso. Deus permita que os nossos chefes sejam firmes, é tudo quanto lhes pedimos. Não há nada mais perigoso para o súbdito do que a bonomia do superior. (Péguy)

Este homem (o capitão) era duro; justo, sim, mas duma justiça severa e não indulgente. Nunca nenhum dos seus subordinados pôde acreditar que fosse possível não fazer mesmo ou fazer apenas metade daquilo que ele tinha ordenado, e cada um sabia ou melhor sentia que se expunha completamente a uma bala na cabeça em caso de falhar. Todas as manhãs, quer estivesse de serviço quer não, percorria a sua companhia, a largos passos, exercendo a sua justiça, como ele dizia. Não lhe passava nada e não tolerava que um homem ou que um graduado deixasse de executar a sua tarefa. Acompanhava-o frequentemente, e por vezes achava-o muitíssimo rigoroso, parecia-me que em seu lugar, teria sido mais condescendente; mas hoje vejo que ele tinha razão. É sempre boa a regra inflexível, porque previne a desordem e ser severo é ser benéfico. Além disso, a sua severidade aumentava com o grau, porque a seus olhos um grau constituía um acréscimo de obrigações antes de ser um aumento de soldo ou de bem-estar; e certamente não se privava nada de repreender vigorosamente os seus subalternos e os seus oficiais. Eu considerei-o como os outros, mas em verdade sem nunca ter ressentimento contra ele. (A. Bridoux, Souveniers du Temps des Morts)

Existe um outro género de colaborador ainda mais perigoso, porque mais difícil de reconhecer. Diante de seus chefes, é serviçal, submisso, sempre de acordo, sem personalidade. Frente aos seus subordinados, é duro, opressor, distante, e desconfiado. Não suporta que os outros triunfem. É neste momento que deve intervir a firmeza clarividente do chefe. Deve “estimar cada um pelo seu justo valor>, sem se deixar deslumbrar pelo zelo ou deferência deste ou daquele.

Sede benévolos mas nunca ingénuos. Estai sempre dispostos a ter confiança, mas não a tenhais senão com conhecimento de causa.

Ao colocar os vossos colaboradores em condições óptimas para triunfar, graduai as suas responsabilidades e a sua autoridade. Mais vale aumentar-lhas do que ser-se obrigado, perante os revezes, a diminuir-lhas.

O chefe é alguém que não se deixa manobrar…

Continuai até que tenhais obtido qualquer resultado. Nada se abandona, enquanto se não chegou ao fim. Quando não se obtém resultado, nada feito. Há que chegar ao fim. (Foch).

Muitas vezes acontece que os subordinados, todos servindo e amando de boa vontade o seu chefe, se invejam uns aos outros e disputam entre si com demasiada rudeza os sinais da sua estima. O “patrão” deve adivinhar e apaziguar tais susceptibilidades que perigosamente enfraquecem um corpo. Assim como qualquer motorista sabe, ao ouvir o ruído do seu motor, que um dos cilindros não funciona bem, assim o chefe-nato, quando sente que o grupo não dá mais, procura a causa e encontra-a. Tal causa é muitas vezes insignificante: poeira numa peça, encolher de ombros que não passava dum jeito nervoso e que foi tomado por um insulto. Lyautey tinha o instinto destas coisas: “Um fulano desses está nas costas da mão”, dizia ele, e imediatamente, com suavidade e firmeza, fazia sentir o freio ao rebelde. (Maurois)

O chefe deve ser homem de carácter. Ter carácter não é possuir mau carácter como muita gente julga. É saber manter livre e independente o seu espírito, é dirigir sem procurar satisfação imediata como aquela, aliás legítima, de ser amado. É, quando se adquiriu a certeza duma verdade, saber manter-se, a todo o custo, aconteça o que acontecer. É saber ficar só, na barra, à espera, quando tudo falha à sua volta. E finalmente saber ser imparcial para consigo próprio e reconhecer seus erros.

Autor desconhecido – Postado por Mario Filho

 

 

Novo curso tecnológico de manutenção no Rio Grande do Sul

http://www.feevale.br/internas/default.asp?intIdSecao=5225&intIdConteudo=48599   – link

Curso Superior de Tecnologia em Manutenção Industrial

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O profissional de Manutenção Industrial administra as atividades de manutenção de equipamentos e instalações industriais, visando garantir seu pleno desempenho. Esse profissional coordena equipes, seleciona as melhores estratégias de manutenção para possibilitar a excelente qualidade dos serviços requeridos.

 

A partir do terceiro semestre, o acadêmico pode obter certificações como: assistente de projetos mecânicos industriais, assistente de instalações industriais, assistente de manutenção mecânica industrial e assistente de gerenciamento da manutenção.

 

Modalidade:  Presencial
Duração: 06 semestres
Turno de aulas: NOITE
Local: Campus II

Microinversor brasileiro viabiliza usinas solares domésticas

Redação do Site Inovação Tecnológica – 08/10/2011

 Usina solar doméstica

É cada vez mais comum ver sobre os telhados das casas e edifícios painéis solares fotovoltaicos para a geração de energia.

Como os painéis solares ainda são caros, um grande incentivo para sua utilização seria a possibilidade de vender a energia gerada para as concessionárias, quando o proprietário da casa não a estivesse utilizando.

Essa geração distribuída de energia é um dos conceitos mais difundidos hoje no mundo, em substituição ao sistema atual, de grandes usinas geradoras que distribuem para consumidores passivos.

Mas, para que os consumidores se transformem em geradores de energia, é necessário um equipamento que possa captar a energia gerada em cada residência e injetá-la na rede de distribuição, onde ela poderá ser compartilhada e usada por outros consumidores.

Foi o que fizeram Jonas Rafael Gazoli, Ernesto Ruppert Filho e Marcelo Gradella Villalva, engenheiros eletricistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Microinversor

Os pesquisadores desenvolveram um microinversor monofásico que permite ligar os painéis solares fotovoltaicos à rede elétrica de baixa tensão.

Os sistemas fotovoltaicos são constituídos basicamente por um ou mais painéis solares, acoplados a um microinversor eletrônico. A função básica do inversor é converter a eletricidade de corrente contínua, como é gerada pelas células solares, em corrente alternada, que é a forma pulsada de energia presente na rede elétrica.

Como uma placa solar produz cerca de 25 volts (V) em corrente contínua, a função do microinversor é compatibilizar essa energia com a tensão de 127 V ou 220 V da corrente alternada da rede elétrica.

Para a produção local de energia, basta instalar o painel solar no telhado da residência e o microinversor em um ponto da rede, como se fosse um eletrodoméstico.

Se o consumo da residência for inferior à produção, o excesso pode ser exportado para a concessionária local. Um medidor bidirecional instalado em substituição ao medidor de energia padrão permitirá registrar a energia fornecida e recebida ao longo do dia, de forma que o usuário pague apenas pela diferença.

Capacitores eletrolíticos

Segundo Gazoli, a grande inovação do seu microinversor é a eliminação dos capacitores eletrolíticos, componentes responsáveis pelo armazenamento momentâneo de energia.

Esses componentes possuem vida útil curta, de sete anos em média, quando trabalham sob temperaturas altas, como no caso da geração solar de energia.

Já um sistema fotovoltaico tem uma vida útil da ordem de 25 anos, o que força a troca do equipamento várias vezes.

O principal objetivo da pesquisa da Unicamp é construir um microinversor com grande vida útil que não use capacitores eletrolíticos, equiparando assim a vida útil de todos os equipamentos usados na “usina doméstica”.

O Brasil ainda não possui uma regulamentação que permita a negociação direta da energia produzida por particulares com as concessionárias, embora o assunto esteja em discussão sob o patrocínio da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Eletro Eletrônica).

O líder e suas características dentro de um contexto de manutenção no século XXI

Nos dias de hoje, diversos são os conceitos aplicados a liderança. Podemos chamar de liderança moderna ou liderança situacional dentre outros tipos de liderança. Podemos citar diversos líderes que de alguma maneira influenciaram a história e continuam influenciando de forma a nortear os estudiosos da área. Podemos citar os seguintes líderes:

 -          Jesus Cristo

-          Gandhi

-          Martin Luther King

-          Alexandre O Grande

-          Napoleão Bonaparte

-          Sun Tzu

-          Moisés

-          Stalin

-          Nelson Mandela

 Todos estes líderes mencionados anteriormente, de alguma maneira influenciaram os povos através de suas atitudes positivas ou negativas evidenciados pelos fatos históricos aos quais tiveram suas participações. Até mesmo os líderes religiosos tiveram sua marca forjada na história da humanidade. Mas como ter como modelo de gestão líderes que levaram a ruína, seus liderados? Como transformar suas atitudes tão negativas em fragmentos aproveitáveis dentro do dia a dia das organizações? Como saber identificar aspectos positivos dos negativos e vice versa?

Pois então prezado leitor! Nós líderes, somos diariamente bombardeados por novas idéias, conceitos, imagens e inserções históricas nos orientado ou levando a mudança no comportamento em relação a este tema tão importante para todos. Será que somente estes apelos de alguma maneira conseguiram, conseguem ou conseguirão transformar todos os “mortais” em líderes.

Na minha humilde opinião, não vejo esta mudança, ter como base, apenas o desenvolvimento técnico comportamental.  Não dou créditos apenas ao que aprendemos nas instituições de ensino, nem ao que líderes de renome em diversos segmentos tais como futebol, vôlei, etc., fizeram ou fazem e que usam isso como base para ensinar novos líderes potenciais.

Onde está toda a nossa bagagem de experiências que foram somadas durante a nossa carreira profissional? Onde estão as vivências e percepções obtidas neste período? Não podemos nos abster destes momentos! Não podemos apagar da nossa memória tudo oque vivenciamos como “chefes”, líderes, oque aprendemos com os nossos coordenadores. Precisamos sim, resgatar nossos momentos e utilizarmos como base para o desenvolvimento da nossa capacidade de liderar pessoas e processos. Claro, que todas as etapas de crescimento foram recheadas de momentos positivos e negativos. O bom líder ou que queira se tornar um, deve tomar somente os pontos positivos e descartar os negativos. Mas então, vamos deixar de ler; de se atualizar? Nem perto disso. Cada um dos escritores pós-modernos usam da sua experiência para contextualizar práticas usuais na área de liderança e estas aliadas ao conhecimento técnico adquirido formatam uma idéia de liderança.

Voltando a falar sobre os pontos negativos de uma liderança, como mencionado em relação aos líderes de todos os séculos, pode-se enumerar “n” qualidades destas marcas históricas. Seguem um resumo de algumas:

 -          Capacidade de persuasão. Saber através de argumentos e fatos, reais ou imaginários, como levar seus seguidores a vitória. A como vencer cada batalha na guerra do poder. Criar na mente de seus liderados que é um líder único e nada mais importa. Que sua sapiência prevalece acima de qualquer outra ideologia.

 -          Capacidade de cativar pessoas. Diretamente ligado ao mencionado no primeiro item. No momento que os seguidores entendem o líder, confiam a sua vida e o seguem sem mudar de direção nota-se o poder do ser cativo. Isto é, estará sempre pronto para atender as necessidades do líder com lealdade e fidelidade. E principalmente, sem questionar as decisões.

 -          Visão holística. Líderes de todos os séculos tinham acima de tudo, conhecimento do todo ao qual estava envolto. Conheciam cada pedaço do objetivo a ser atingido ou obstáculo a ser transposto. Suas ações não eram com repercussão pontual e sim tinham um contexto maior que o imaginário. Seus atos tinham impacto em todos os âmbitos.

 A arte da liderança passa por todos os momentos, desde a habilidade de lidar com pessoas até a capacidade de perceber o ambiente externo e transformar planejamento em ação. Seres humanos são seres que tem reações, sentimentos, objetivos e valores diferentes na sua essência. Cada indivíduo é capaz de perceber oque melhor lhe convém e tomar suas decisões baseadas na suas percepções.

A tecnologia está evoluindo de uma maneira aterrorizante. Novos processos, produtos excelentes, mundo global dentre outras evoluções que nos causam certo temor. Isto está afetando todos os países do globo e conseqüentemente as suas organizações. Como liderar processos baseados em pessoas com a velocidade exigida por este mercado? De que adiante termos processos evoluídos se não possuímos líderes e pessoas evoluídas!

A meu ver, qualquer evolução e perpetuação das organizações passam diretamente pelas pessoas. Um time motivado pelo seu líder vale mais que muita tecnologia moderna e inovadora. A maior inovação está nas pessoas. Na capacidade de concretizar suas idéias, na capacidade de se sentir responsáveis por suas atitudes e enfim; de sentir-se valorizado. A valorização do ser humano como o próprio nome diz “não tem preço”. Qualquer pessoa que tenha seu trabalho ou atitude reconhecida sente-se muito motivada a dar mais de si dentro da organização. E vejam bem! Não é só salário que motivam as pessoas. Os líderes modernos precisam reconhecer o bom desempenho dos seus liderados, criarem um ambiente de trabalho agradável e criativo, dar oportunidades para que seus liderados possam discorrer sobre as idéias. Em fim! Promover uma administração baseada no caminho de duas vias ou com retro-alimentação.

-          Eu digo oque fazer e informo o andamento e minhas percepções. Acompanho a performance corrigindo o caminho quando necessário, dou oportunidades de expressão, delego sempre que possível, ajudo sempre que necessário, não discrimino raça, idade ou sexo, me preocupo com o meu desenvolvimento pessoal e profissional e da minha equipe.

 Não existe uma receita de bolo. Existem sim algumas dicas de como se tornar um líder moderno a altura da exigência do mercado global. Este texto não é para ensinar as pessoas a serem esses líderes e sim criar um momento de reflexão sobre nossas atitudes perante a um tema tão importante na humanidade ao qual estamos sendo fortemente instigados a mudar. Como opinião pessoal, a vitória de qualquer líder a vitória dos seus liderados. Trate seu liderado como ele é. Isto é! Como ser humano dotado de sentimento e idéias. Respeite para ser respeitado, dê o exemplo e verás que as pessoas o seguiram, seja cortês e terás cordialidade, escute e será escutado, delegue e serás menos cobrado. Seja um ser humano na essência e terás resultados incrivelmente magníficos.

 Tecnologia da Informação na Manutenção – Como viver sem ela?

           Desde os primórdios da manutenção, a evolução gradativa foi uma constante nas empresas. Na era do ante e pós-guerra antes da primeira e depois da segunda guerra mundial, o trabalho de manutenção se tornou uma peça fundamental para garantia de vitória e para manter as posições conquistadas. As nações que, fazendo suas manutenções normais preventivas e de campo, perderam a guerra! Imaginem as que nem tinham um plano de manutenção consistente! Podemos dizer que um dos marcos no implemento da manutenção foi quando surgiu a mecanização no século 19. Com o advento da revolução industrial, de nada valia se não houvesse um departamento responsável em manter os equipamentos funcionamento dando garantias de produção e lucratividade.

          Outro marco que podemos citar é o surgimento do avião. Hoje em dia, sendo o meio de transporte mais rápido e seguro, um plano de manutenção precisa ser mantido e melhorado. Então, resumindo; revolução industrial, aviação e primeiras e segundas guerras mundiais foram até o século passado os marcos para implementação e desenvolvimento de uma manutenção baseada em confiabilidade e prevenção.

          Mas como seria possível está quantidade de atividades e demandas serem controladas? Como garantir que todos os pontos importantes e vitais dos equipamentos fossem revistos ou avaliados e com isso serem transformados em produção, vitórias em campos de batalha e viagens aéreas tranqüilas e seguras?

          Bem no princípio, através da crescente demanda de atividades, os programadores de manutenção se viram loucos no momento de controlar todas as demandas. Ficavam imersos em papéis, calculadoras, quando havia, e também, outras formas de organizar os trabalhos de manutenção. Outro marco significativo para os programadores e suas empresas, foi o surgimento da computação como ferramenta de apoio ao controle das atividades. Isso sem sombra de dúvida ajudou muito as empresas e suas manutenções, a manterem organizados seus documentos criando histórico e uma base de dados sólida para decisões futuras.

          Como as empresas sobreviviam sem uma base de dados e o pior, como sobrevivem até hoje? Como podem iniciar uma operação sem criar um sistema de controle de manutenção? – Infelizmente amigos leitores, existem muitas empresas que insistem em “inaugurar” suas operações sem um plano de manutenção bem estruturado baseado na informatização. Com elas iniciam gestores de manutenção “corajosos” que encaram o desafio sem um plano de trabalho baseado em históricos. Eu chamaria isso de loucura. O pior é que se não há um controle ou não se mede nada, não se gerencia e não há melhoras. Mas como sobreviver sem controle? Se já afirmamos que a base para sustentar a produção é uma política de manutenção baseada nas informações; como viver sem elas?

          Primeiro de tudo, qualquer empresa que se preze precisa criar uma política de gerenciamento de dados e informações de manutenção para que uma estrutura formal possa ser criada e alimentada. Além de uma estrutura de informações, um conjunto de indicadores que balizam a performance da manutenção é primordial. Podemos citar alguns indicadores básicos tais como:

 -          MTBF (Mean Time Between Failure – Tempo Médio Entre Falhas)

-          MTTR (Mean Time to Repair – Tempo Médio de Reparo)

-          Disponibilidade

           O que listo acima é o “básico do básico”. Sem este mínimo de controle, nenhum gestor de manutenção pode organizar sua “vida” dentro das organizações. Como propor um plano sem saber o rumo a seguir? Quais equipamentos ou máquinas reparar? Qual a prioridade? Por isso, digo que, um sistema informatizado constrói esta base de informação de apoio a decisão.

          Mas só isso garante o sucesso? Só tendo informação bem organizada aumenta a performance? Nem longe. Mas isso, vamos tratar em outra oportunidade!!!

          Voltando a “vaca fria”; o processo de informatização vai desde a obtenção dos dados de manutenção corretiva, preditiva e preventiva bem como a interface com os homens de manutenção. De nada adianta se não exista uma facilidade dos técnicos e gestores em manejar os dados e sistemas de manutenção. O sistema precisa ser “limpo”, “fácil” e flexível. As constantes demandas de manutenção exigem que os sistemas que os controlam, seja de fácil alteração em prol do redirecionamento dos objetivos. Buscar programadores que tenham experiências na área de manutenção ou manufatura, facilita muito a diagramação e o desenvolvimento do sistema.

          No mercado existem pacotes para informatização da manutenção ao alcance de diversas empresas. Podemos citar os seguintes:

 -          SAP

-          Engeman

-          Prisma

-          Oracle

-          Dentre outros.

           Ligado a estes e outros sistemas de controle, é possível utilizar outros recursos para a tomada de informações de campo. Os equipamentos utilizados são Palm top com sistemas GPRS que enviam informações diretas para o computador central fazendo com que as informações sejam atualizadas on-line. Aplicações como estas são observadas em empresas de processos contínuos e empresas que tenham seus equipamentos em distâncias muitos longas.

          Mas este artigo não serve para ensinar os leitores a utilizarem os diversos tipos de ferramentas para a tecnologia da informação. O que este arquivo busca é enfatizar a necessidade de controle e registro dos dados de informação da manutenção como forma de manter o crescimento do departamento dentro das organizações. Se você em sua empresa, ainda não pensou nisso, comece já, pois ainda dá tempo! Vá atrás das informações, registre seus dados, mensalmente crie gráficos de horas paradas de corretiva e preventiva. Enfim, invista nesta base de dados e crie baseado neles, um plano de melhoria na utilização dos seus ativos.

 Mario Filho. Gerente de Manutenção com 25 anos de experiência é formado em Administração de Empresas e Pós Graduado em Engenharia de Manutenção pela PUCRS.